Bioē

Sobre o projeto

Contexto, parceiros e financiamento do Bioē

O projeto Bioē

Bioeletroquímica + Biologia Marinha = Energia Azul. O Bioē avalia o potencial bioeletroquímico das comunidades de bioincrustação marinha em diferentes substratos, com vistas à geração de energia renovável aplicada à sinalização e ao monitoramento marítimo. É conduzido por uma equipe interdisciplinar que trabalha na interseção entre ciências do mar, materiais funcionais, bioeletroquímica, eletrônica e tecnologias digitais.

O projeto avança em várias frentes, que se alimentam umas às outras:

Mais sobre o projeto como um todo: sites.google.com/unicamp.br/bioe.

Onde este site se insere

Este sistema pertence à frente das placas revestidas. Placas de 10 × 10 cm com revestimentos diferentes — grafite, cobre metálico, dióxido de titânio (TiO₂), óxido de zinco (ZnO), óxido de cobre (CuO) e um controle só com resina — ficam submersas no mar e são acompanhadas ao longo do tempo, com fotografias subaquáticas periódicas, mosaicos em laboratório e medidas de potencial elétrico de cada placa. A pergunta é como cada revestimento muda a colonização: quem chega, quando e quanto da superfície ocupa.

Para responder, é preciso identificar os organismos. O sistema reúne as imagens das placas e permite que especialistas façam isso: recortes de trechos das placas para anotação, a série subaquática de cada placa, o acervo de espécimes organizado pela taxonomia do WoRMS e a tabela Revestimento × táxon. As anotações formam um banco de identificações por especialistas, que servirá também para treinar a anotação automática das imagens. Quem fotografou ou identificou cada material aparece junto do próprio conteúdo.

Instituições

UnicampInstituto de Biologia da Unicamp
Realização

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

O Bioē é desenvolvido no Laboratório de Tecnologia Educacional (LTE), Departamento de Bioquímica e Biologia Tecidual (DBBT), Instituto de Biologia. Na Unicamp ficam a coordenação, o desenvolvimento das placas, revestimentos e equipamentos, a análise das imagens e dos dados e este sistema.

CEBIMar-USP
Parceria · São Sebastião (SP)

Centro de Biologia Marinha da USP (CEBIMar)

Os experimentos de São Sebastião (SS1, SS2) ficam na área experimental do CEBIMar, onde o Bioē está registrado (projeto nº 1232, 2025–2028). A parceria vem de antes: praticamente a mesma equipe conduziu no CEBIMar o projeto Obras vivas (nº 1191), sobre a fauna incrustante nos cascos de embarcações de pescadores tradicionais de Ilhabela. O centro apoia o trabalho de campo e oferece o laboratório, com microscópios e lupas, para o exame dos organismos.

Instituto de Pesca
Parceria · Ubatuba (SP)

Instituto de Pesca

Os experimentos de Ubatuba (UB1) ficam na Fazenda Experimental Marinha do Instituto de Pesca. A parceria é anterior ao Bioē: começou por volta de 2023, com as primeiras placas instaladas lá.

Financiamento

FAPESP

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) — Programa para o Atlântico Sul e Antártica (PROASA), Auxílio à Pesquisa Regular, processo 2025/07878-9: “Avaliação do Potencial Bioeletroquímico”.

O PROASA apoia pesquisa sobre o Atlântico Sul e a Antártica voltada ao desenvolvimento sustentável. As opiniões, hipóteses e conclusões expressas neste material são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a visão da FAPESP.

Equipe desta frente

O Bioē tem outras equipes nas demais frentes; aqui estão as pessoas que atuam nas placas revestidas e na identificação dos organismos. Especialistas convidados que confirmam identificações no acervo aparecem nas próprias entradas, com autorização de cada um.